Biolatina 2008
 

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1/10/2008 | Painel discutiu maneiras de incentivar a biotecnologia no Brasil
   


Painel discutiu maneiras de incentivar a biotecnologia no Brasil


O painel Políticas Públicas para o Desenvolvimento de Pólos Biotecnológicos: Experiências Práticas, realizado esta tarde no Hotel Transamérica durante o Biolatina 2008, contou com a presença da secretária executiva da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) Adriana Diaféria, do representante da Biotec RMBH, Leonardo Carneiro da Costa e do diretor da BioPark Regensburg, empresa de biotecnologia alemão, Thomas Diefenthal.

Thomas apresentou como a Europa, em especial a Alemanha, trabalham para que a biotecnologia evolua. Cerca de 22% das pesquisas realizadas na Europa provêm da Alemanha. Assim como no Brasil, as principais áreas de pesquisas são saúde humana e animal, indústria, agronegócio entre outros. Porém, um fator determinante é a ligação entre universidade e empresa. São 11 instituições de ensino superior, sendo a Faculdade de Ciências Aplicadas uma das mais importantes, e cerca de 80 mil estudantes que trabalham com parcerias privadas. São 103 companhias que geram 1.650 empregos na área.

A BioPark Regensburg, inclusive, possui projetos no Brasil. Um deles destina-se à diminuição do índices de contaminação pela dengue. Tendo como centro a capital do Amazonas, o estudo já dura mais de dois anos. Além do Brasil, a empresa alemã tem representantes em quase todo o mundo.

Após a apresentação de Thomas, foi a vez de Leonardo mostrar os avanços da biotecnologia no Estado de Minas Gerais. Os principais objetivos são pesquisas nas áreas do meio-ambiente, bioindústria e saúde humana e animal. Segundo Leonardo, até 2010 a expectativa de investimento em biotecnologia em Minas Gerais deverá ser de R$ 5 milhões.

Entretanto, para que a área siga recebendo investimentos governamentais tanto no Estado mineiro como no Brasil, é preciso criar uma cultura parecida com a mostrada por Thomas Diefenthal. Ou seja, integrar universidades com empresas.

Como foi discutido após as apresentações, é preciso empreendedorismo por parte das empresas para que os Arranjos Produtivos Locais sejam melhorados para receber um investimento maior do governo. Esse desenvolvimento depende da região onde se pretende realizar pesquisas. A relação universidade-indústria é importante e a cultura dessa visão varia de região fazendo com que umas cresçam mais do que outras.

Outro ponto discutido foi a burocracia exigida pelo governo para que as empresas de biotecnologia evoluam em suas pesquisas. Adriana Diaféria, concordou com a opinião geral dizendo que "é preciso revisar os modelos regulatórios utilizados pelo governo".



Adriana Diaféria e Leonardo Carneiro da Costa
Políticas e Programas para o Desenvolvimento de Pólos Biotecnológicos: Experiências Práticas
(01/10/2008)




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Attachée de Presse Comunicação – (11) 3385-3385
Marcos Fonseca (
marcosfonseca@attachee.com.br)
Marcelo Danil (
marcelo@attachee.com.br)


 
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Painel discutiu maneiras de incentivar a biotecnologia no Brasil